Como turistas, nosso principal contato com as pessoas é no comércio e em restaurantes. Eu esperava ser atendido de vez em quando por pessoas bilíngues. Eu achei que seria principalmente em shoppings, grandes lojas e restaurantes no centro de Montreal, em Gatineau e na parte turística de Ville de Québec.
Como meu francês não é tão bom assim, os atendentes passavam a falar em inglês quando a conversa não fluia bem. Acredito que pelo menos 95% das pessoas com quem falei falavam inglês. Isso inclui a garçonete em um restaurante simples em Verdun, os balconistas da farmácia e da loja de conveniência em Ville de Quebéc, os atendentes da praça de alimentação de um shopping no fim do mundo em Gatineau e, pasmem, até um "operário-mendigo" que veio pedir dinheiro para o ônibus em Rosemont.
A minha sensação é que, pelo menos nas cidades que eu visitei, é mais difícil arrumar um emprego um pouco melhor se você não falar as duas línguas. Outra constatação foi que o meu francês precisa evoluir muito até que eu consiga entender os nativos conversando entre si.
Um ponto curioso sobre Ottawa: Como minha mulher não fala inglês, ela falava francês com as pessoas. Lá foi o contrário: Quase ninguém falava francês.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Na ponta da língua
Este post é sobre o original publicado no blog Whole Wide World
Ainda estou no Brasil, portanto minha visão pode estar equivocada. Aí vai:
Concordo que realmente é necessário ter conhecimento da língua. Porém, eu divido esta necessidade em dois grupos:
- Necessidade social: Pedir informações, fazer compras, etc. A que mais me assusta é acertar um contrato de aluguel;
- Necessidade profissional: Vocabulário necessário para a área que você vai trabalhar ou estudar;
Eu passo meus dias pensando: "Como se diz isso em francês?" e na maioria das vezes não sei a resposta, portanto sei que ainda não estou pronto. Pelo menos posso usar inglês como muleta.
Dominar uma língua é algo que leva muito tempo. Afinal, nóis num passô a vida intera aprendeno u portugueis? Eu não espero, a curto prazo, conseguir discutir política ou dar uma bronca em alguém.
Outro ponto que me preocupa e que não é possível aprender de antemão é a cultura corporativa: O que pode ou não ser dito para quem, padrões de vestuário, como se portar durante uma seleção, variações nos horários de trabalho, etc.
Quando eu penso em imigrantes, sempre penso nos bolivianos que moram aqui em São Paulo. É assim que eu me enxergo no exterior. Para qual tipo de emprego você empregaria um boliviano que não fale português? Ou que fale português muito mal? Esse sujeito vai conseguir emprego se estiver concorrendo com quem? E no caso de um boliviano que domine a língua: O quanto ele tem que ser melhor se ele estiver concorrendo com um brasileiro?
Conhecer a língua não é garantia de sucesso, mas não conhecer é garantia de fracasso. É a mesma coisa que o ensino formal: Quem estudou até o primário vai ser pedreiro e doméstica, quem terminou o primeiro grau vai fritar hamburguer, quem terminou o segundo grau pode ser auxiliar administrativo, etc. Em muitos casos, a pessoa não tem capacidade, oportunidade ou interesse em ser mais que isso.
Nos comentários do post alguém pergunta como uma pessoa está há anos no país e não aprende a língua. A mesma pergunta caberia ao pedreiro ou ao auxiliar administrativo. Talvez a vida esteja confortável o suficiente, ou a pessoa esteja "conformada". Talvez a pessoa não tenha como "investir" na língua. Existe um ditado que diz que "Quem trabalha não tem tempo para ganhar dinheiro". Eu acho que é comum quem trabalhar não ter tempo para ganhar conhecimento. Mesmo aqui, na minha área profissional, preciso estudar fora do expediente.
Você terá domínio da língua para ser o quê? Pedreiro ou engenheiro? Se a resposta for pedreiro, vá e seja pedreiro. Só não perca o foco do que você realmente quer.
Ainda estou no Brasil, portanto minha visão pode estar equivocada. Aí vai:
Concordo que realmente é necessário ter conhecimento da língua. Porém, eu divido esta necessidade em dois grupos:
- Necessidade social: Pedir informações, fazer compras, etc. A que mais me assusta é acertar um contrato de aluguel;
- Necessidade profissional: Vocabulário necessário para a área que você vai trabalhar ou estudar;
Eu passo meus dias pensando: "Como se diz isso em francês?" e na maioria das vezes não sei a resposta, portanto sei que ainda não estou pronto. Pelo menos posso usar inglês como muleta.
Dominar uma língua é algo que leva muito tempo. Afinal, nóis num passô a vida intera aprendeno u portugueis? Eu não espero, a curto prazo, conseguir discutir política ou dar uma bronca em alguém.
Outro ponto que me preocupa e que não é possível aprender de antemão é a cultura corporativa: O que pode ou não ser dito para quem, padrões de vestuário, como se portar durante uma seleção, variações nos horários de trabalho, etc.
Quando eu penso em imigrantes, sempre penso nos bolivianos que moram aqui em São Paulo. É assim que eu me enxergo no exterior. Para qual tipo de emprego você empregaria um boliviano que não fale português? Ou que fale português muito mal? Esse sujeito vai conseguir emprego se estiver concorrendo com quem? E no caso de um boliviano que domine a língua: O quanto ele tem que ser melhor se ele estiver concorrendo com um brasileiro?
Conhecer a língua não é garantia de sucesso, mas não conhecer é garantia de fracasso. É a mesma coisa que o ensino formal: Quem estudou até o primário vai ser pedreiro e doméstica, quem terminou o primeiro grau vai fritar hamburguer, quem terminou o segundo grau pode ser auxiliar administrativo, etc. Em muitos casos, a pessoa não tem capacidade, oportunidade ou interesse em ser mais que isso.
Nos comentários do post alguém pergunta como uma pessoa está há anos no país e não aprende a língua. A mesma pergunta caberia ao pedreiro ou ao auxiliar administrativo. Talvez a vida esteja confortável o suficiente, ou a pessoa esteja "conformada". Talvez a pessoa não tenha como "investir" na língua. Existe um ditado que diz que "Quem trabalha não tem tempo para ganhar dinheiro". Eu acho que é comum quem trabalhar não ter tempo para ganhar conhecimento. Mesmo aqui, na minha área profissional, preciso estudar fora do expediente.
Você terá domínio da língua para ser o quê? Pedreiro ou engenheiro? Se a resposta for pedreiro, vá e seja pedreiro. Só não perca o foco do que você realmente quer.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Primeiras impressões sobre o Kindle
Como citado no post anterior, adquiri recentemente um Kindle. Agora que já o usei por quase duas semanas deu para formar uma opinião:
Coisas boas:
Coisas boas:
- É confortável de segurar: Estou na página 215 do meu primeiro livro, portanto já passei muitas horas lendo. Li na rede, no sofá, na cama, na cadeira de praia na areia (sim, realmente o levei para a praia), etc.
- É confortável de olhar: O visor em e-ink realmente não cansa;
- Ao navegar com o cursor sobre a página aparece um dicionário de duas linhas sobre a palavra junto ao cursor. Vem um dicionário inglês-inglês e o livro que estou lendo é em inglês. Há anaos tenho preguiça de consultar o dicionário enquanto leio, mas no Kindle é tão prático que já usei várias vezes. Por exemplo, para "libel" aparece "li-bel n 1 [LAW] a published false statement that is damaging to a person's reputation; a written more". Ao pressionar a tecla enter, o dicionário é aberto na palavra selecionada. Depois basta pressionar a tecla back para voltar à página que estava lendo. Como o dicionário é um livro, é possível por o cursor, por exemplo, sobre a palavra "statement" que o dicionário de duas linhas aparece com a definição, podendo teclar enter e ir para a definição da palavra. Depois pode-se teclar back duas vezes e voltar para o livro. É possível comprar outro dicionário, por exemplo o francês-inglês, e colocá-lo como dicionário padrão. É o que eu pretendo fazer quando for ler em francês algum dos 30 livros do Julio Verne que eu comprei por US$2.95.
- O browser é melhor que o do meu celular: Só usei em Wi-Fi porque o meu Kindle não tem 3G. Vi um post de um cara em Portugal que comprou o Kindle 3G lá e o browser não funciona com 3G, portanto não tente arriscar. O Kindle tem quatro orientações de tela, portanto dá para colocar a imagem "deitada", o que é melhor para navegar.
- Dá para colocar PDFs: Coloquei as aulas do curso que estou fazendo e não tenho que carregar quilos de papel. A forma de exibição de PDF é um pouco discutível, portanto este é um assunto a evoluir.
- Normalmente é possível baixar de graça versões "sample" de livros, contendo as primeiras páginas. Baixei dezenas mas só li uma, de um livro de piadas.
- A bateria dura muito: Com o WiFi desligado, a Amazon afirma que dura um mês. Mesmo tendo navegado na Internet por um tempo, acredito que seja bem possível. No momento ele indica que está na metade, sendo que carreguei a quase duas semanas.
Coisas nem tão boas:
- O visor é monocromático, o que é excelente para livros sem figuras, mas um pouco chato para navegar na Internet.
- O dicionário é um livro, não um programa: Portanto para procurar uma palavra utiliza-se o mecanismo genérico de busca, que retorna todos os trechos com a palavra e não apenas a definição dela;
- O browser é um pouco ruim de utilizar devido à falta de um mouse. Com a tecla direcional é possível passar por links/campos/etc mas não é tão prático quanto um mouse. Ele também não suporta abas. Algum site que acessei necessariamente abria uma nova aba, portanto não foi possível navegar nele.
- Facilidade extrema ao consumismo: Ele tem um programa de navegação na Kindle Store, portanto é possível procurar livros diretamente dele ou acessar a wish list. Eu preenchi a minha wish list no PC e depois a acessei do Kindle. Ao ver o detalhe de um livro normalmente é possível obter o sample e também há na página o botão "BUY". Ao acionar o "BUY" o valor é debitado do cartão de crédito cadastrado e o livro é copiado automaticamente para o Kindle em questão de segundos. É um pouco assustador, dá vontade de clicar em "BUY" em tudo. Imagino que esta satisfação imediata, de comprar agora e consumir em alguns segundos, deva ser algo semelhante a fumar crack. E como a droga, a conta também chega depois, mas na forma de fatura de cartão de crédito.
Em suma, por enquanto estou bastante satisfeito. Há um programa chamado "Calibre" para conversão de conteúdo mas ainda não tentei utilizar.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Francês no MS Office 2010
Baixei a versão trial do Office 2010 home and student em português. Os idiomas disponíveis para correção ortográfica são os mesmos da versão 2007: Português, Inglês e Espanhol.
Désolé.
Désolé.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Francês no MS Office
O Office 2007 em português só possui corretores ortográficos para português e inglês. Você até pode marcar o texto como francês mas, désolé, a correção ortográfica não atuará.
O Office 2007 do serviço é inglês e naquela versão há correção ortográfica em francês. Eu fiquei razoavelmente impressionado com o funcionamento. Como em francês o que se fala não se escreve (até hoje não sei escrever aujourd´hui), o corretor é de grande ajuda.
Em casa, que é onde eu estudo, tem a versão student em português. Descobri que é possível comprar on-line o pacote de idiomas em francês. Obtive o seguinte link do chat de ajuda da Microsoft do Brasil: Office Language Pack 2007. Ainda não comprei o meu mas, se for comprar, lembre-se de selecionar o idioma francês no combo-box (o default é português, que você já tem!) e que é para a versão 2007 do Office.
Se alguém tiver a versão 2010 em português, favor postar um comentário sobre o suporte desta versão ao idioma francês.
O Office 2007 do serviço é inglês e naquela versão há correção ortográfica em francês. Eu fiquei razoavelmente impressionado com o funcionamento. Como em francês o que se fala não se escreve (até hoje não sei escrever aujourd´hui), o corretor é de grande ajuda.
Em casa, que é onde eu estudo, tem a versão student em português. Descobri que é possível comprar on-line o pacote de idiomas em francês. Obtive o seguinte link do chat de ajuda da Microsoft do Brasil: Office Language Pack 2007. Ainda não comprei o meu mas, se for comprar, lembre-se de selecionar o idioma francês no combo-box (o default é português, que você já tem!) e que é para a versão 2007 do Office.
Se alguém tiver a versão 2010 em português, favor postar um comentário sobre o suporte desta versão ao idioma francês.
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