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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Pequenas felicidades - V

Minha esposa fez um churrasco de aniversário na casa de uma amiga nossa. Festa "tudo de bom", começando no almoço e terminando de madrugada. Comida, bebida, companhia e conversas excelentes.

Fui andar de bicicleta no final da tarde de domingo: 22Km. Está longe do meu recorde mas já deu para me divertir.

Fui buscar meus novos óculos escuros. O anterior teve a perna quebrada e estava colado com fita isolante (a perna era preta). Como uso lentes corretivas, tive que esperar fazer as lentes, colorir, montar, etc.

Na quinta-feira viajei no feriado para a casa da sogra: Casa cheia, clima de festa e gente legal.

Sexta-feira enforcada: Folga do trabalho e viagem à Poços de Caldas. Achei a cidade bem bonita, boa comida, compra de gordices (doces, etc) e passeio de teleférico! Os carros param quando os pedestres estão atravessando na faixa! A praça central é muito bonita e tem WiFi público.

No final da tarde fomos ao mirante de Caconde e depois fomos jantar em uma pizzaria muito legal no meio do mato (acho que é uma chácara, mas sou um cara urbano) chamada "Pizza na Roça". Pizzas caras, mas muito boas. O nível das pizzas é de São Paulo, assim como os preços... Como paulistano, normalmente tenho reservas quanto à comer pizzas em outras cidades mas esta valeu a pena.

Mas o feriadão continuou, então "To be continued"...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Pequenas felicidades - IV

Esta semana foi meio fraca em eventos pois minha esposa e eu pegamos uma gripe forte e passamos o final de semana trancados em casa.

Então eu diria que a primeira pequena felicidade foi melhorar da gripe! Até eu acho isso "Poliana" demais...

Na sexta-feira foi aniversário da "patroa": Então a levei para jantar no restaurante que ela queria, dei o presente que ela tinha escolhido e ainda um outro "surpresa", para dar um tempero. Ela adora surpresas. E caixas de presentes.


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Pequenas felicidades - III

Gastronomia do final de semana: Picanha assada com arroz, feijão e farofa. Aproveitamos enquanto ainda estamos aqui! :) Visita de dois casais de amigos para saborear estas iguarias.

Renovação da CNH (carta de motorista) recebida.

Ida e volta de bike ao Poupatempo para buscar a CNH em uma linda manhã de sábado.

Compra de  várias coisas que eu precisava: Um óculos escuro novo (o velho teve a perna quebrada), um par de tênis e duas bermudas.

Consegui vaga no shopping fora da área paga. Este shopping não cobrava estacionamento até recentemente. Achei a fila do cinema bem curta para um sábado à tarde. Gananciosos...

Visita ao meu pai e à minha irmã, aproveitando que fui votar perto da casa deles.

Conseguimos comprar um deliciosa rosca de chocolate e nozes, que nem sempre conseguimos achar.

Visita ao Salão do Automóvel em São Paulo na terça + com um amigo que ganhou os ingressos.

Jantar com amigos depois da visita ao Salão.

Consegui sair um pouco mais cedo do trabalho para ir ao Salão. No questions asked.

Nossos exames para o visto já chegaram em Ottawa (Segundo a atendente do consultório e a Fedex).

Minha esposa esteve na Liberdade e comprou diversas guloseimas. :)

Feriado na sexta-feira!!

domingo, 28 de outubro de 2012

Cobrador?

Na semana passada fui ao Poupatempo da Lapa para renovar minha "carta de motorista" (CNH). Como ando cada vez mais avesso a ser explorado por flanelinhas e estacionamentos, resolvi ir de ônibus. Além disso, como não vou trabalhar de carro por diversos motivos, eu teria que voltar para casa se fosse de carro.

O processo foi rápido (meia hora) e fui para o ponto final do ônibus. Depois de amargar uns 10 ou 15 minutos de fila ao sol, começamos a entrar no ônibus. Não achei o tempo excessivo pois tinha perdido o ônibus anterior um pouco antes de chegar ao ponto. Eram cerca de 9:00 de quinta-feira.

O fato que achei curioso foi que o cobrador não estava no ônibus. Para quem não sabe, aqui em São Paulo é possível ter um cartão (Bilhete único) com créditos em reais que é passado em um leitor junto à catraca liberando a mesma. As pessoas passaram seus cartões e foram se acomodando. Comentei o fato com a senhora sentada ao meu lado, passageira costumaz, e ela me disse que 90% das pessoas usam o cartão. O cobrador só entrou no ônibus quando este ia sair e não havia ninguém esperando para pagar em dinheiro. Normalmente eu volto para casa de ônibus e, pensando no assunto, vejo que é raro alguém pagar em dinheiro.

Será que não alcançamos a maturidade para não termos mais cobradores de ônibus? Nos ônibus que andei em Toronto, Montreal, Ville de Québec e Paris não existe mais este cargo. Usa-se alguma forma de pagamento eletrônico ou "tarifa exata" e, pelo o que lembro, não existem catracas.

Hoje já existem linhas especiais e intermunicipais (como as da Viação Urubupungá para Alphaville) que não tem cobrador. Então é possível e já existe.

Pode-se questionar os impactos negativos da retirada dos cobradores: O embarque pode ficar mais lento, é um trabalho a mais para o motorista, milhares de cobradores ficariam desempregados, etc.

Por outro lado, é justo a sociedade pagar por pessoas que trabalham mas quase não produzem?


Pequenas felicidades - II

Faz algumas semanas que postei a parte I. Cheguei à conclusão que é mais fácil ir escrevendo o post ao longo da semana. Se minha memória fosse tão boa, eu não precisaria postar! :)

Gastronomia do final de semana: Fondue com amigos no sábado à noite. Filé de frango marinado no vinho tinto e macarrão recheado com ricota e nozes (algum tipo de ravioli gigante) no almoço de domingo. Bruschettas com cerveja no domingo à noite.

Alcancei minha meta semanal de horas de estudos de francês.

Na terça-feira acordei atrasado e tinha uma reunião no trabalho. Um ônibus providencial estava no ponto assim que eu cheguei lá e consegui compensar a maior parte do atraso, chegando antes da reunião começar.

Nossos exames médicos foram aceitos pelo médico em São Paulo, depois de uma repetição estressante.

Bar com amigos na quinta-feira.

Sexta-feira de diversão, pizza e cerveja.


sábado, 6 de outubro de 2012

Pequenas felicidades- I

Existe uma turma escrevendo sobre as pequenas felicidades da semana e eu achei algo bastante alto-astral.

Vamos tentar:

  • Chegou o pedido de exames médicos para o visto;
  • Trabalhei muito e depois ganhei elogios de meu chefe;
  • Terminei de ler "The fear index";
  • Comprei um livro. Não, não foi 50 tons de cinza. Foi "The power of Habit: Why we do what we do in life and business";
  • Minha esposa fez cookies. Sim, eles são tão bons assim;
  • Hoje almocei frango ao vinho à milanesa, um dos meus pratos prediletos;
  • No domingo passado fizemos um "almoço mexicano" na casa de uns amigos. Ok, boa comida me faz feliz!
  • Joguei uma partida de "Age of Empires II - Conquerors";

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Feliz ano novo!

Para aqueles que estão no Brasil!

Como se sabe, aqui usamos o calendário brasiliano, onde o ano velho acaba na última sexta-feira antes do natal, e o ano novo começa hoje.

Como se sabe, 1º de janeiro é feriado. Depois, não melhora muito. As pessoas que decidem (gerentes, diretores, etc) estão de férias ou não vão decidir sem aqueles que estão de férias. Então, fica aquela pasmaceira.

Hoje, na primeira segunda-feira depois do carnaval, que as coisas realmente engrenam. Porque agora há metas a cumprir, cotas a atingir, etc. Então começa a época de contratação de projetos que "tem que estar prontos até  em maio, no máximo!".

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Ano novo, emprego novo!


No ano passado chutei o balde e saí do emprego sem ter arrumado outro. Viajei de férias, arrumei meu CV e fui à caça de uma nova posição.

Como no Canadá vou procurar emprego em uma posição mais baixa do que a que eu estava, decidi ter uma experiência recente nesta posição. O intuito é minimizar o impacto da pergunta: "Como você era gerente, vai se adaptar a ser peão? Você está há dois anos longe desta função.". Nesta minha busca recente, eu ouvi esta pergunta frequentemente. No Canadá, a minha resposta será "Já me adaptei!".

Nesta busca recente, diagnostico que tive dois problemas:

1 - Não uso do networking: Mesmo com minha rede de contatos sendo pequena, eu decidi não usá-la. Estas pessoas me indicariam para cargos de maior responsabilidade, que são mais difíceis de serem repostos. Eu não queria "deixá-las na mão" depois de alguns meses. Possivelmente elas "queimariam favores" para me ajudar. Em suma, eu me sentiria sacaneando-as.

2 - Salário: Eu iniciei minha busca pedindo um salário de peão bem pago. Estes empregos existem, mas eu os atingiria através do networking, que eu não quis usar. Eventualmente eu diminui minha pretensão para o valor médio de mercado e consegui minha recolocação.

Eu vejo um lado bom nesta história: Tive a oportunidade de lidar ainda no Brasil com estes problemas, como criação CV, salário, procura de vagas, ansiedade, tempo livre, pressão da família, etc. Aqui eu tenho um enorme leque de vantagens: Cursei universidade de ponta, tenho muita experiência no país, falo a língua fluentemente, tenho o fenótipo da classe dominante, etc. Portanto, minha confiança sempre permaneceu alta.

No Canadá, a coisa vai ser bem pior: Eu vou procurar o emprego mais baixo na minha carreira e ainda assim terei dificuldades: Problemas com a fluência na língua, padrões de comportamento diferentes durante as entrevistas e processos de seleção, falta de networking, problemas pessoais que vão surgir, etc. Além disso, nenhuma das vantagens do parágrafo anterior se aplicará lá.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O segredo das mulheres inteligentes

Estava eu hoje no trem da linha 9 (Esmeralda) e vi uma mulher com um livro na mão cujo título era "O segredo das mulheres inteligentes". Felizmente eu não estava tão perto e ela não deve ter percebido que eu estava rindo da situação dela.

Para começar: O fato dela estar lendo o livro indica que ela não pertence àquele grupo e, portanto,  não conhece o segredo. Seguindo esta lógica, ela seria uma mulher "não-inteligente".

Além disso, que segredo as mulheres inteligentes poderiam compartilhar? Afinal, elas não têm egrégora.

Por último, qual seria a motivação para alguém ler um livro com esse título?

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A filha da mendiga tinha uma tatuagem

É. Isso mesmo.

Estava eu subindo a Avenida Angélica e parei no semáforo diante do Pão de Açúcar. Para quem  não é de São Paulo ou não conhece a região, aquele bairro é de classe alta. Inclusive, este mercado seria demolido para dar lugar à construção de uma estação de metrô e uma moradora reclamou que iria trazer "gente diferenciada" para o bairro. O Metrô eventualmente desistiu de fazer a estação ali, apesar do protesto sobre o protesto.

Donc, a questão é que naquela calçada estavam sentadas uma senhora pedinte e duas meninas aparentando uns 8 e 13 anos. A menina mais velha tinha uma bela tatuagem colorida acima do tornozelo, acho que era um passarinho com umas coisas em volta. Aquilo chamou minha atenção e me fez pensar sobre diversas coisas:

  • Qual a história daquela mulher, que não tem como sustentar a família?
  • O que aconteceu com o pai das meninas?
  • As meninas são mesmo dela?
  • Era meio-dia. Estas meninas não deveriam estar na escola?
  • Onde elas moram? Será em uma casa em um bairro distante ou debaixo de alguma ponte?
  • Porque escolheram aquela esquina? Como chegam lá?
  • Como alguém aceita tatuar uma mendiga?
  • Como ela fez para não ter infecção?
  • Finalmente: Como alguém que não tem o que comer paga centenas de reais em uma tatuagem?

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Bicicleta em São Paulo - parte II

Precisei novamente fazer o percurso casa -> cartório -> contabilidade. Desta vez criei coragem e amarrei a bike em lugares públicos.

No cartório foi mais tranquilo: Existe uma rampa com um corrimão de aço bem grosso. Deixei a bike no alto da rampa na quina com a parede, onde não atrapalhou a passagem. Além disso, sempre fica gente junto às motos e, ainda por cima, a parede do cartório é transparente e dava para ver a bike o tempo todo enquanto eu esperava minha vez.

Na contabilidade foi um pouco mais tenso: Amarrei em uma "gradinha de árvore", em falta de coisa melhor. Do outro lado da árvore tinha uma mulher conversando com um mendigo. O centro de São Paulo é um lugar bizarro. A mulher não parecia mendiga e o papo não era de assistente social. Ou eu sou preconceituoso devido ao fato do único assunto que os mendigos falam comigo é "Me dá um dinheiro?".

Quando fiz universidade, muita gente usava bike para ir ao campus. Embora todo mundo amarrasse a bike com cadeado e corrente ou cabo de aço, havia um número enorme de roubos. Um dia, uns alunos pegaram um rapaz serrando uma corrente. Foi juntando gente e começaram a bater no ladrão até que o pessoal da segurança chegasse. Por pouco o sujeito não foi linchado.

Não sei como é a relação de oferta e demanda de bicicletas roubáveis em São Paulo (Alguma ideia, Fábio?). Talvez dê muito trabalho roubar uma bike no centro e levar até o ponto de revenda. Talvez o policiamento ostensivo faça não valer o risco naquela região.

Para estacionar a bike, entra em cena a psicologia das multidões: Quando estamos em uma multidão, perdemos um certo medo das consequências.  Esta multidão pode ser conceitual, como no caso do "todo mundo faz". De forma geral, ao redor do mundo onde vi bikes usadas em grande escala, os ciclistas são extremamente "caras-de-pau" para estacionar, ou seja, amarram a bike qualquer lugar. Por exemplo: Em Barcelona, havia uma bike amarrada em um poste a 1 metro da entrada da escada para o metrô. A bicicleta caiu com a chuva forte e ficou atrapalhando todo mundo passar. No centro histórico de Amsterdã tem bicicletas amarradas em todo lugar amarrável, literalmente. Não dá para encostar em uma cerca de metal pois sempre tem bikes junto dela.

Já em São Paulo, não cola muito este estória de "todo mundo faz" já que há pouquíssimas bikes amarradas em público. Portanto, as pessoas não estão cansadas de dar esporro em ciclistas folgados (eu). Eu poderia ter tomado um no cartório.

Com se diz por aqui, o negócio é "tentar a sorte, certo?".

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Dia cinza

Hoje amanheceu chovendo e está assim a maior parte do dia. Não é uma chuva de verdade, é mais próximo de uma garoa, aquela coisa chata que não deixa a rua secar. Está tudo cinza e triste.

Hoje eu também estou cinza. Desde que eu comecei a procurar emprego eu ainda não tinha tido um dia realmente down. Todo mundo em algum momento se questiona se tomou a decisão certa e hoje é a minha vez.

Estranhamente, o motivo é ter recebido uma proposta de emprego. A questão é que a proposta não é tão boa quanto eu gostaria, mas é na área que eu gostaria de atuar. Será que estou pedindo um salário alto demais? Fiquei de dar uma resposta e, uma hora depois, fui chamado para um processo seletivo em uma multinacional. Fiz as entrevistas,  com o RH e com o gestor da vaga, e estou esperando uma resposta. O trabalho é em algo legal, bastante diferente, mas não é na mesma área que eu tinha focado minhas buscas de emprego. A questão é que enquanto participo do processo da segunda, fico enrolando a resposta da primeira e corro o risco de perder a vaga.

Minhas alternativas são:

1 - Aceitar a  proposta da primeira empresa, desconhecida, acumular experiência recente na tecnologia que pretendo procurar emprego lá, mas ganhar menos do que pedi;

2 - Torcer para entrar na segunda empresa, multinacional mundialmente famosa, mas trabalhar com algo que não será meu foco de busca de emprego lá;

3 - NDA. Continuar procurando algo nos moldes da primeira empresa, mas com um salário mais alto;

Entre as alternativas 1 e 2, fica a pergunta: O que é mais importante, quando eu chegar lá: A referência da experiência certa em uma empresa desconhecida ou a referência em uma empresa renomada em algo que não será utilizado na vaga?

Pra piorar, hoje eu li um post sobre mim escrito com um tom que eu realmente não merecia. Será que eu não presto nem como profissional nem como família?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Bicicletas no Canadá e medo em São Paulo

Nos últimos anos, trabalhei em uma forma de contratação "cinzenta" denominada "PJ", ou seja, eu tenho uma "empresa de eu mesmo" que "prestava serviços" para meu ex-contratante. Como não vou mais trabalhar neste formato, iniciei o processo de fechamento da empresa.

Hoje tive que ir ao cartório para reconhecer firma e à empresa de contabilidade para entregar este documento. Como o dia estava bonito, estou desempregado e adoro pedalar, fui de bike. A idéia era amarrar a bike em frente ao cartório mas, na hora H, não tive coragem.

Eu sei que foi pura paranóia, já que tinha vários motoboys no estacionamento, mas não consegui. Acha que uma vida inteira em São Paulo me deixou traumas demais:

  • Quando eu era criança, meu maior medo era ter minha bicicleta roubada. Um dos meus irmãos teve a bicicleta roubada na porta do supermercado. Um dia, entrou um sujeito no quintal de casa de madrugada e roubou a bicicleta de meu outro irmão. Meu sobrinho teve a minha bicicleta roubada com coronhada na cabeça.
  • O carro do meu pai foi roubado de mim em um dia que fui comprar um jornal para procurar emprego ;(
  • Já fui assaltado 5 vezes
  • Meu carro foi arrombado (porta amassada) para levarem o aparelho de som.

Em São Paulo existem estacionamentos de bikes onde ficam "menores aprendizes" olhando as bikes, portanto acabei parando lá.

Na minha recente viagem ao Canadá vi grande uso de bicicletas. Agora que fui procurar umas fotos, notei que EM MUITAS fotos tem alguém passando de bike.

Montreal:
As pessoas normais usam, não só os loucos.

Paraciclo - Centro

Paraciclo - Rosemont

Paraciclo - Metrô Vendôme


Paraciclo - Porto

Bike amarrada na árvore

Vi pela cidade inteira bicicletas amarradas em qualquer coisa.

Ottawa: 
Paraciclo mais "formal"

Este modelo de paraciclo é bastante comum no centro de Ottawa.

Mas lá também amarram em qualquer coisa. Não visitei fora do centro.

Ville de Québec:

Paraciclo - Marché du Vieux-Port

Lá também tem bikes amarradas.

Um dos motivos porque quero me mudar para o Canadá é poder ter menos medo da violência. Sei que lá roubos de bicicletas também acontecem, mas acredito que seja bem menos frequente.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Eu li... "Ace the IT Resume"


Eu procurava um livro com dicas sobre currículos e encontrei este, específico para a minha área (Informática).

O livro é de 2007, mas eu desconfio que seja uma versão requentada da edição de 2001. Os comentários sobre o mercado de trabalho são pré crise de 2008, mas o objetivo continua o mesmo.

O livro examina cada parte do currículo e dá dicas como abordá-las. Os exemplos são sempre na área de TI, o que torna os conceitos mais familiares. Depois dá dicas sobre o que fazer com situações atípicas (períodos parados, mudança de profissão, etc). Também possui dicas sobre formatação true type e ASCII
e possui um apêndice com exemplos de anúncios e currículos.

Ele também possui um capítulo sobre cartas de apresentação. Eu não o li, pois não usamos isso no Brasil. Entendo que no Canadá será útil.

Um ponto que achei fraco é que ele poderia ter mais exemplos. Normalmente só há um exemplo de cada situação.

A minha avaliação é que supriu minhas expectativas.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

As seis suítes para violoncelo solo, de Johann Sebastian Bach

Em um post anterior, continuei o assunto dos pertences a serem levados para o Canadá. Naquela época, afirmei que eu tinha poucos objetos com grande valor sentimental, portanto eu poderia facilmente levar todos.

Mas...


Há quase dez anos atrás, após me formar na universidade, decidi estudar violoncelo para tocar as seis suítes para violoncelo solo, de Johann Sebastian Bach. Estudei a coisa por uns quatro ou cinco anos, mas, na melhor das hipóteses, eu era uns estudante medíocre. Cheguei a ter aulas sobre o prelúdio da suíte número 2, mas nunca realmente a dominei. Eventualmente eu me casei e nunca mais cheguei a estudar seriamente.

O ponto que está doendo agora é que tive uma oportunidade de vendê-lo, mas não consegui. O problema não é me desfazer do instrumento em si, mas o sonho não alcançado que ele representa. Quando eu não mais o tiver, vai significar formalmente que fracassei neste sonho no qual investi tanto anos de estudos.

Por outro lado, por vários motivos não acho realista levar um violoncelo na imigração. Primeiro, não dá para levar como bagagem, já que excede os limites das companhias aéreas. Segundo, qualquer forma de levar provavelmente acabaria muito cara, não valendo a pena financeiramente. Terceiro, duvido que que eu vá morar nos primeiros tempos em um lugar acusticamente isolado o suficiente para poder estudar. E quarto, e mais doloroso, se eu não voltei a estuda até agora, não vou mais voltar.

Portanto, acho que o melhor a fazer é ter um período de luto pela morte do meu sonho e vender o instrumento.


sábado, 18 de junho de 2011

Eu assisti...

Os homens que não amavam as mulheres (Versão sueca).

Baseado no livro homônimo, conta a busca por uma adolescente desaparecida em 1966.

Como eu li todos os livros da trilogia, minha avaliação sobre o filme é bastante parcial. De forma geral, o enredo é bastante fiel ao livro, mas claro que muita coisa foi cortada.

O fato que eu achei engraçado foi a escolha dos atores. O autor deixa bem claro que a personagem da capa é bem pequena e sem graça, sendo confundida com uma pré-adolescente o tempo todo. Eu sempre a imaginei como a personagem Becca Moody do Californication (pessoa mais à esquerda nesta foto) A atriz escolhida é bem grandinha. Por outro lado, no filme o personagem masculino principal é bem sem graça, sendo que ao longo da trilogia diversas mulheres se jogam na cama dele. No filme, ele não tem este perfil "arrasa-corações".


Embora o filme dure 2:30h, não achei cansativo. Sei que os filmes dos outros dois livros foram feitos mas acho que não foram lançados no Brasil.

domingo, 12 de junho de 2011

Eu li...

"The girl who kicked the hornet's nest". No Brasil, "A Rainha Do Castelo De Ar", em Francês, "La Reine dans le palais des courants d'air". É o terceiro livro da trilogia "Millenium".



O título em sueco é "O castelo de ar que explode", onde "castelo de ar" significa um sonho inatingível. Não vejo muita ligação com o livro.

Este livro é a continuação do livro anterior, portanto não aconselho lê-lo sem ter lido aquele.

Nesse thriller policial o autor acertou a mão. Li compulsivamente a partir de uns 40% do livro (o kindle não apresenta número da página, mas o percentual de progressão). MUITO legal.

A trama envolve conspirações, "queima de arquivo", perseguições, espionagem, contra-espionagem, órgãos do governo, polícia, mídia, etc. No final há o julgamento da heroína. E, claro, o "água de bateria" Blomkvist, como um James Bond escandinavo, catando a mulherada.

Ao contrário do livro anterior, este amarra todas as pontas no final.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Hoje aqui está frio

Esta noite eu estava no ponto de ônibus e o termômetro marcava 13 graus. Embora bem agasalhado, eu pensei em como a noite estava fria.

Vamos ver o que eu vou achar disso daqui a um ano e meio, quando 13 graus vai ser quente.

Me lembro de um dia de inverno em Toronto quando eu estava na rua e comecei a sentir muito calor. Fui abrindo a roupa e vi um termômetro marcando 9 graus. Nos dias anteriores estava 2 graus, o que prova que tudo é relativo.

terça-feira, 31 de maio de 2011

2:30 para ser atendido na emergência do hospital

Não foi em Québec ou no SUS. Foi em um hospital na zona oeste de São Paulo.


Nunca tinha ido neste hospital antes. Não sei se foi azar, o tempo  frio, ou se é sempre assim. A sala de espera tinha uns cinquenta assentos. Na hora em que fui atendido tinham umas cem pessoas, o que significa que não tinham mais paredes e pilastras para as pessoas que estavam em pé encostarem. Com o tempo começou a ficar difícil andar entre as pessoas. Sinistro.

Este é um hospital particular e a unidade da zona oeste que é a "chique". Os planos de saúde mais simples não dão cobertura nele. Eu fui lá porque sou dependente no plano da Lisbela, que é bem melhor do que o meu.

Lá tem um sistema de triagem por cores: Vermelho para quem está literalmente morrendo, amarelo para quem não está morrendo por enquanto, azul para preferenciais (idosos e gestantes) e verde para quem não corre risco iminente. Como pode-se imaginar, désólé para os verdes.  Mas a moça com a pulseira amarela na cadeira de rodas na minha frente deve ter esperado cerca de uma hora.

P.S.: Agora estou bem. Apesar da espera, o hospital é bom.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O profissionalismo como religião

Este é o título da coluna de Cláudio de Moura Castro na revista Veja desta semana. O assunto é sobre profissionalismo e o nível de qualidade que os próprios profissionais exigem de seu trabalho.

Destaco os seguintes trechos:

"Aqueles países com forte tradição de profissionalismo disso se beneficiam vastamente. Nada de fiscalizar para ver se ficou benfeito. O fiscal severo e intransigente está de prontidão dentro do profissional."
...
"Não apenas não sabe fazer de qualquer jeito, mas sua felicidade se constrói na busca da excelência. Sociedades sem tradição de profissionalismo precisam de exércitos de tomadores de conta. (...) Sai benfeito  quando alguém espreita. Sai matado quando ninguém está olhando."

Esta coluna chamou muito a minha atenção pelos conceitos apresentados, principalmente o de "tomadores de conta". Eu percebi que a minha equipe precisa de um "tomador de conta" e que eu já fiz este papel no passado (hoje este papel está com outra pessoa). Este modelo acarreta uma série de problemas, como baixa qualidade, grande quantidade de correções, atraso nos projetos, e, em última instância, baixa qualidade das entregas para os clientes. A administração da empresa entende que todos estes pontos são compensados pelo "menor custo" da mão de obra.

O problema é que este é o ponto de vista de toda a indústria de software, não só de onde eu trabalho. Como software é algo abstrato, é difícil avaliar a qualidade do serviço. Fazendo uma metáfora, imagine que não haja montadoras de automóveis e que todos são feitos por encomenda aos mecânicos das oficinas. Você pode até olhar como ficou por fora e dar uma volta no carro, mas para saber se foi bem feito você precisa desmontá-lo peça por peça.

Na indústria de software "desmontar peça por peça" chama-se "revisão de código". Consiste da leitura por um "profissional experiente" de todo o código fonte gerado. Na prática, esta revisão raramente é feita pois é cara. O que se usa são "testes de caixa preta", que é o equivalente a olhar o carro e dar uma volta. O problema é que às vezes o teste é dar uma volta em um quarteirão plano sendo que o cliente vai fazer rallye. Existe um tipo de profissional chamado "Analista de testes", que define quais os testes que devem ser feitos. No Brasil, esta é uma profissão bastante desprestigiada, quase de "segunda linha". Eu nunca vi um analista de testes que ganhasse o mesmo que um analista de sistemas, embora o nível de qualificação requerida seja semelhante.