Estava eu hoje no trem da linha 9 (Esmeralda) e vi uma mulher com um livro na mão cujo título era "O segredo das mulheres inteligentes". Felizmente eu não estava tão perto e ela não deve ter percebido que eu estava rindo da situação dela.
Para começar: O fato dela estar lendo o livro indica que ela não pertence àquele grupo e, portanto, não conhece o segredo. Seguindo esta lógica, ela seria uma mulher "não-inteligente".
Além disso, que segredo as mulheres inteligentes poderiam compartilhar? Afinal, elas não têm egrégora.
Por último, qual seria a motivação para alguém ler um livro com esse título?
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
O segredo das mulheres inteligentes
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
7 = 14?
Assistimos a uma palestra do BIQ em uma chuvosa noite de outubro de 2009 na Aliança Francesa perto do Metrô República. Naquela época foi divulgado que o processo poderia ser feito em 9 meses, sendo 2 para o BIQ e 7 para o consulado.
Na época não estávamos preparados para entrar com o pedido. Cursamos francês no primeiro semestre de 2010 e enviamos o pedido ao BIQ em setembro. Nossa entrevista ocorreu em novembro (realmente, 2 meses!) e entramos com o pedido federal em janeiro de 2011.
O processo no consulado, que deveria ser apenas uma trivialidade, passou de 7 para 14 meses! Eu sei que não adianta chorar sobre o leite derramado, alegar que "me contaram mentiras" ou "me induziram a achar que seria menos", porque o consulado tem uma capacidade definida de processamento de vistos e a fila só cresce. O ponto é que o processo acaba ficando com vários problemas:
Primeiro, e maior de todos: O consulado não dá feedback. Pelo menos quando eu enviei meus documentos, estava escrito no site que eu receberia uma carta de confirmação em até dois meses. Eles simplesmente não mandam. Nem e-mail. Você sequer sabe se seu envelope chegou lá. Seu processo não é cadastrado no E-CAS. Se você mandar um e-mail perguntando, TALVEZ eles respondam.
Segundo: Os documentos caducam. Lembra que certos documentos tinham que ter sido emitidos a menos de três meses? De que adianta, se vão levar um ano para verificá-los?
Terceiro: Ninguém sabe realmente quanto tempo o processo vai levar. A partir de agora vai levar 6 meses? Nem f***dendo. Se o processo mudou agora, quando eles estão levando 14 meses para efetuar o processamento, a lógica me diz que vão levar 14 meses para começar a processar os pedidos enviados pelo novo processo. TALVEZ então o prazo comece a diminuir.
Mas como chegamos a este ponto? Aqui seguem algumas de minhas especulações:
A Sra. Soraia recebeu a missão de aumentar os pedidos de imigração de brasileiros para o Québec, trabalho que ela efetuou magnificamente. O problema é que ninguém combinou isso com o consulado. Além disso, suspeito que exista uma cota anual de vistos para cada país (pelo menos é o que eu faria) e o número total de brasileiros pedindo vistos aumentou além desta cota, causando a fila. Portanto, acredito que o Canadá não tenha interesse em emitir vistos em um ritmo maior.
Outro ponto é que o sistema poderia ser mais informatizado. Preencher PDF, imprimir e enviar pelo correio é o top da tecnologia. Da década de 90. Isso significa que o consulado tem "digitadores" (alguém conhece algum digitador hoje em dia?). Você lembra quanto tempo gastou digitando aqueles malditos formulários? Pois bem, alguém vai gastar de novo. Recentemente preenchi o formulário para o pedido de visto de turista para os EUA. É tudo digitado no site e você tem que enviar um arquivo com sua foto digitalizada. No final, você imprime e assina apenas para afirmar que as informações fornecidas são verdadeiras.
O CIC está tapando o sol com a peneira: O processo foi projetado para ser mais rápido, porém não está funcionando. Se você olhar no site deles, vai ver que o nosso processo ainda está entre os mais rápidos do mundo, ou seja, o problema é geral e não só no Brasil. Recentemente o governo canadense divulgou que há um milhão de pessoas na fila do visto permanente.
Mas dá para melhorar?
Eu acredito que mesmo que o tempo não diminua, dá para melhorar o feedback. É só fazer o mínimo: Enviar uma mensagem de confirmação, colocar o processo no E-CAS assim que chegar e divulgar o mês de recebimento dos processos que estão trabalhando. Se fizessem isso, acredito que estariam economizando tempo, pois TODO MUNDO já mandou um e-mail ou tentou telefonar para o consulado.
Outra melhoria mais sofisticada seria criar "a fila da fila": A pessoa se cadastra pela Internet fornecendo os dados básicos e paga a taxa. O sistema fornece uma data prevista de início de processamento, que vai sendo atualizada conforme passa o tempo. Três meses antes desta data, a pessoa é avisada que deve mandar os documentos. Desta forma a pessoa sabe que seu processo foi recebido e pode consultar quando quiser a data prevista de início do processamento.
Estou curioso sobre uma coisa: Alguém consegue lembrar de alguma outra coisa na vida em que você pede algo pelo correio, não recebe confirmação do pedido e a resposta leva um ano?
Na época não estávamos preparados para entrar com o pedido. Cursamos francês no primeiro semestre de 2010 e enviamos o pedido ao BIQ em setembro. Nossa entrevista ocorreu em novembro (realmente, 2 meses!) e entramos com o pedido federal em janeiro de 2011.
O processo no consulado, que deveria ser apenas uma trivialidade, passou de 7 para 14 meses! Eu sei que não adianta chorar sobre o leite derramado, alegar que "me contaram mentiras" ou "me induziram a achar que seria menos", porque o consulado tem uma capacidade definida de processamento de vistos e a fila só cresce. O ponto é que o processo acaba ficando com vários problemas:
Primeiro, e maior de todos: O consulado não dá feedback. Pelo menos quando eu enviei meus documentos, estava escrito no site que eu receberia uma carta de confirmação em até dois meses. Eles simplesmente não mandam. Nem e-mail. Você sequer sabe se seu envelope chegou lá. Seu processo não é cadastrado no E-CAS. Se você mandar um e-mail perguntando, TALVEZ eles respondam.
Segundo: Os documentos caducam. Lembra que certos documentos tinham que ter sido emitidos a menos de três meses? De que adianta, se vão levar um ano para verificá-los?
Terceiro: Ninguém sabe realmente quanto tempo o processo vai levar. A partir de agora vai levar 6 meses? Nem f***dendo. Se o processo mudou agora, quando eles estão levando 14 meses para efetuar o processamento, a lógica me diz que vão levar 14 meses para começar a processar os pedidos enviados pelo novo processo. TALVEZ então o prazo comece a diminuir.
Mas como chegamos a este ponto? Aqui seguem algumas de minhas especulações:
A Sra. Soraia recebeu a missão de aumentar os pedidos de imigração de brasileiros para o Québec, trabalho que ela efetuou magnificamente. O problema é que ninguém combinou isso com o consulado. Além disso, suspeito que exista uma cota anual de vistos para cada país (pelo menos é o que eu faria) e o número total de brasileiros pedindo vistos aumentou além desta cota, causando a fila. Portanto, acredito que o Canadá não tenha interesse em emitir vistos em um ritmo maior.
Outro ponto é que o sistema poderia ser mais informatizado. Preencher PDF, imprimir e enviar pelo correio é o top da tecnologia. Da década de 90. Isso significa que o consulado tem "digitadores" (alguém conhece algum digitador hoje em dia?). Você lembra quanto tempo gastou digitando aqueles malditos formulários? Pois bem, alguém vai gastar de novo. Recentemente preenchi o formulário para o pedido de visto de turista para os EUA. É tudo digitado no site e você tem que enviar um arquivo com sua foto digitalizada. No final, você imprime e assina apenas para afirmar que as informações fornecidas são verdadeiras.
O CIC está tapando o sol com a peneira: O processo foi projetado para ser mais rápido, porém não está funcionando. Se você olhar no site deles, vai ver que o nosso processo ainda está entre os mais rápidos do mundo, ou seja, o problema é geral e não só no Brasil. Recentemente o governo canadense divulgou que há um milhão de pessoas na fila do visto permanente.
Mas dá para melhorar?
Eu acredito que mesmo que o tempo não diminua, dá para melhorar o feedback. É só fazer o mínimo: Enviar uma mensagem de confirmação, colocar o processo no E-CAS assim que chegar e divulgar o mês de recebimento dos processos que estão trabalhando. Se fizessem isso, acredito que estariam economizando tempo, pois TODO MUNDO já mandou um e-mail ou tentou telefonar para o consulado.
Outra melhoria mais sofisticada seria criar "a fila da fila": A pessoa se cadastra pela Internet fornecendo os dados básicos e paga a taxa. O sistema fornece uma data prevista de início de processamento, que vai sendo atualizada conforme passa o tempo. Três meses antes desta data, a pessoa é avisada que deve mandar os documentos. Desta forma a pessoa sabe que seu processo foi recebido e pode consultar quando quiser a data prevista de início do processamento.
Estou curioso sobre uma coisa: Alguém consegue lembrar de alguma outra coisa na vida em que você pede algo pelo correio, não recebe confirmação do pedido e a resposta leva um ano?
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
A filha da mendiga tinha uma tatuagem
É. Isso mesmo.
Estava eu subindo a Avenida Angélica e parei no semáforo diante do Pão de Açúcar. Para quem não é de São Paulo ou não conhece a região, aquele bairro é de classe alta. Inclusive, este mercado seria demolido para dar lugar à construção de uma estação de metrô e uma moradora reclamou que iria trazer "gente diferenciada" para o bairro. O Metrô eventualmente desistiu de fazer a estação ali, apesar do protesto sobre o protesto.
Donc, a questão é que naquela calçada estavam sentadas uma senhora pedinte e duas meninas aparentando uns 8 e 13 anos. A menina mais velha tinha uma bela tatuagem colorida acima do tornozelo, acho que era um passarinho com umas coisas em volta. Aquilo chamou minha atenção e me fez pensar sobre diversas coisas:
Estava eu subindo a Avenida Angélica e parei no semáforo diante do Pão de Açúcar. Para quem não é de São Paulo ou não conhece a região, aquele bairro é de classe alta. Inclusive, este mercado seria demolido para dar lugar à construção de uma estação de metrô e uma moradora reclamou que iria trazer "gente diferenciada" para o bairro. O Metrô eventualmente desistiu de fazer a estação ali, apesar do protesto sobre o protesto.
Donc, a questão é que naquela calçada estavam sentadas uma senhora pedinte e duas meninas aparentando uns 8 e 13 anos. A menina mais velha tinha uma bela tatuagem colorida acima do tornozelo, acho que era um passarinho com umas coisas em volta. Aquilo chamou minha atenção e me fez pensar sobre diversas coisas:
- Qual a história daquela mulher, que não tem como sustentar a família?
- O que aconteceu com o pai das meninas?
- As meninas são mesmo dela?
- Era meio-dia. Estas meninas não deveriam estar na escola?
- Onde elas moram? Será em uma casa em um bairro distante ou debaixo de alguma ponte?
- Porque escolheram aquela esquina? Como chegam lá?
- Como alguém aceita tatuar uma mendiga?
- Como ela fez para não ter infecção?
- Finalmente: Como alguém que não tem o que comer paga centenas de reais em uma tatuagem?
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Bicicleta em São Paulo - parte II
Precisei novamente fazer o percurso casa -> cartório -> contabilidade. Desta vez criei coragem e amarrei a bike em lugares públicos.
No cartório foi mais tranquilo: Existe uma rampa com um corrimão de aço bem grosso. Deixei a bike no alto da rampa na quina com a parede, onde não atrapalhou a passagem. Além disso, sempre fica gente junto às motos e, ainda por cima, a parede do cartório é transparente e dava para ver a bike o tempo todo enquanto eu esperava minha vez.
Na contabilidade foi um pouco mais tenso: Amarrei em uma "gradinha de árvore", em falta de coisa melhor. Do outro lado da árvore tinha uma mulher conversando com um mendigo. O centro de São Paulo é um lugar bizarro. A mulher não parecia mendiga e o papo não era de assistente social. Ou eu sou preconceituoso devido ao fato do único assunto que os mendigos falam comigo é "Me dá um dinheiro?".
Quando fiz universidade, muita gente usava bike para ir ao campus. Embora todo mundo amarrasse a bike com cadeado e corrente ou cabo de aço, havia um número enorme de roubos. Um dia, uns alunos pegaram um rapaz serrando uma corrente. Foi juntando gente e começaram a bater no ladrão até que o pessoal da segurança chegasse. Por pouco o sujeito não foi linchado.
Não sei como é a relação de oferta e demanda de bicicletas roubáveis em São Paulo (Alguma ideia, Fábio?). Talvez dê muito trabalho roubar uma bike no centro e levar até o ponto de revenda. Talvez o policiamento ostensivo faça não valer o risco naquela região.
Para estacionar a bike, entra em cena a psicologia das multidões: Quando estamos em uma multidão, perdemos um certo medo das consequências. Esta multidão pode ser conceitual, como no caso do "todo mundo faz". De forma geral, ao redor do mundo onde vi bikes usadas em grande escala, os ciclistas são extremamente "caras-de-pau" para estacionar, ou seja, amarram a bike qualquer lugar. Por exemplo: Em Barcelona, havia uma bike amarrada em um poste a 1 metro da entrada da escada para o metrô. A bicicleta caiu com a chuva forte e ficou atrapalhando todo mundo passar. No centro histórico de Amsterdã tem bicicletas amarradas em todo lugar amarrável, literalmente. Não dá para encostar em uma cerca de metal pois sempre tem bikes junto dela.
Já em São Paulo, não cola muito este estória de "todo mundo faz" já que há pouquíssimas bikes amarradas em público. Portanto, as pessoas não estão cansadas de dar esporro em ciclistas folgados (eu). Eu poderia ter tomado um no cartório.
Com se diz por aqui, o negócio é "tentar a sorte, certo?".
No cartório foi mais tranquilo: Existe uma rampa com um corrimão de aço bem grosso. Deixei a bike no alto da rampa na quina com a parede, onde não atrapalhou a passagem. Além disso, sempre fica gente junto às motos e, ainda por cima, a parede do cartório é transparente e dava para ver a bike o tempo todo enquanto eu esperava minha vez.
Na contabilidade foi um pouco mais tenso: Amarrei em uma "gradinha de árvore", em falta de coisa melhor. Do outro lado da árvore tinha uma mulher conversando com um mendigo. O centro de São Paulo é um lugar bizarro. A mulher não parecia mendiga e o papo não era de assistente social. Ou eu sou preconceituoso devido ao fato do único assunto que os mendigos falam comigo é "Me dá um dinheiro?".
Quando fiz universidade, muita gente usava bike para ir ao campus. Embora todo mundo amarrasse a bike com cadeado e corrente ou cabo de aço, havia um número enorme de roubos. Um dia, uns alunos pegaram um rapaz serrando uma corrente. Foi juntando gente e começaram a bater no ladrão até que o pessoal da segurança chegasse. Por pouco o sujeito não foi linchado.
Não sei como é a relação de oferta e demanda de bicicletas roubáveis em São Paulo (Alguma ideia, Fábio?). Talvez dê muito trabalho roubar uma bike no centro e levar até o ponto de revenda. Talvez o policiamento ostensivo faça não valer o risco naquela região.
Para estacionar a bike, entra em cena a psicologia das multidões: Quando estamos em uma multidão, perdemos um certo medo das consequências. Esta multidão pode ser conceitual, como no caso do "todo mundo faz". De forma geral, ao redor do mundo onde vi bikes usadas em grande escala, os ciclistas são extremamente "caras-de-pau" para estacionar, ou seja, amarram a bike qualquer lugar. Por exemplo: Em Barcelona, havia uma bike amarrada em um poste a 1 metro da entrada da escada para o metrô. A bicicleta caiu com a chuva forte e ficou atrapalhando todo mundo passar. No centro histórico de Amsterdã tem bicicletas amarradas em todo lugar amarrável, literalmente. Não dá para encostar em uma cerca de metal pois sempre tem bikes junto dela.
Já em São Paulo, não cola muito este estória de "todo mundo faz" já que há pouquíssimas bikes amarradas em público. Portanto, as pessoas não estão cansadas de dar esporro em ciclistas folgados (eu). Eu poderia ter tomado um no cartório.
Com se diz por aqui, o negócio é "tentar a sorte, certo?".
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Dia cinza
Hoje amanheceu chovendo e está assim a maior parte do dia. Não é uma chuva de verdade, é mais próximo de uma garoa, aquela coisa chata que não deixa a rua secar. Está tudo cinza e triste.
Hoje eu também estou cinza. Desde que eu comecei a procurar emprego eu ainda não tinha tido um dia realmente down. Todo mundo em algum momento se questiona se tomou a decisão certa e hoje é a minha vez.
Estranhamente, o motivo é ter recebido uma proposta de emprego. A questão é que a proposta não é tão boa quanto eu gostaria, mas é na área que eu gostaria de atuar. Será que estou pedindo um salário alto demais? Fiquei de dar uma resposta e, uma hora depois, fui chamado para um processo seletivo em uma multinacional. Fiz as entrevistas, com o RH e com o gestor da vaga, e estou esperando uma resposta. O trabalho é em algo legal, bastante diferente, mas não é na mesma área que eu tinha focado minhas buscas de emprego. A questão é que enquanto participo do processo da segunda, fico enrolando a resposta da primeira e corro o risco de perder a vaga.
Minhas alternativas são:
1 - Aceitar a proposta da primeira empresa, desconhecida, acumular experiência recente na tecnologia que pretendo procurar emprego lá, mas ganhar menos do que pedi;
2 - Torcer para entrar na segunda empresa, multinacional mundialmente famosa, mas trabalhar com algo que não será meu foco de busca de emprego lá;
3 - NDA. Continuar procurando algo nos moldes da primeira empresa, mas com um salário mais alto;
Entre as alternativas 1 e 2, fica a pergunta: O que é mais importante, quando eu chegar lá: A referência da experiência certa em uma empresa desconhecida ou a referência em uma empresa renomada em algo que não será utilizado na vaga?
Pra piorar, hoje eu li um post sobre mim escrito com um tom que eu realmente não merecia. Será que eu não presto nem como profissional nem como família?
Hoje eu também estou cinza. Desde que eu comecei a procurar emprego eu ainda não tinha tido um dia realmente down. Todo mundo em algum momento se questiona se tomou a decisão certa e hoje é a minha vez.
Estranhamente, o motivo é ter recebido uma proposta de emprego. A questão é que a proposta não é tão boa quanto eu gostaria, mas é na área que eu gostaria de atuar. Será que estou pedindo um salário alto demais? Fiquei de dar uma resposta e, uma hora depois, fui chamado para um processo seletivo em uma multinacional. Fiz as entrevistas, com o RH e com o gestor da vaga, e estou esperando uma resposta. O trabalho é em algo legal, bastante diferente, mas não é na mesma área que eu tinha focado minhas buscas de emprego. A questão é que enquanto participo do processo da segunda, fico enrolando a resposta da primeira e corro o risco de perder a vaga.
Minhas alternativas são:
1 - Aceitar a proposta da primeira empresa, desconhecida, acumular experiência recente na tecnologia que pretendo procurar emprego lá, mas ganhar menos do que pedi;
2 - Torcer para entrar na segunda empresa, multinacional mundialmente famosa, mas trabalhar com algo que não será meu foco de busca de emprego lá;
3 - NDA. Continuar procurando algo nos moldes da primeira empresa, mas com um salário mais alto;
Entre as alternativas 1 e 2, fica a pergunta: O que é mais importante, quando eu chegar lá: A referência da experiência certa em uma empresa desconhecida ou a referência em uma empresa renomada em algo que não será utilizado na vaga?
Pra piorar, hoje eu li um post sobre mim escrito com um tom que eu realmente não merecia. Será que eu não presto nem como profissional nem como família?
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Protocolo e reconhecimento de firma
Ouvi dizer que cartório é uma herança da nossa colonização ibérica.
Acabei de ler um post sobre a entrega do processo federal no consulado e o autor queixou-se que não recebeu um protocolo de recebimento.
Será que, como povo, somos tão desonestos? O reconhecimento de firma atesta que a assinatura não é falsa. O protocolo, que a solicitação realmente foi efetuada.
Sentiremos falta disso? Conseguiremos viver sem "número do protocolo"?
Hoje eu li uma expressão na revista Veja usada pelo Sr. Roger Noriega: "... a América Latina tem baixa capacidade de aplicação das leis."
Acabei de ler um post sobre a entrega do processo federal no consulado e o autor queixou-se que não recebeu um protocolo de recebimento.
Será que, como povo, somos tão desonestos? O reconhecimento de firma atesta que a assinatura não é falsa. O protocolo, que a solicitação realmente foi efetuada.
Sentiremos falta disso? Conseguiremos viver sem "número do protocolo"?
Hoje eu li uma expressão na revista Veja usada pelo Sr. Roger Noriega: "... a América Latina tem baixa capacidade de aplicação das leis."
domingo, 6 de novembro de 2011
Parques urbanos
Em resposta ao meu post sobre bicicletas, a Vida comentou que também tem medo de correr nos parques por aqui. Acho que este assunto também merece um post.
Em Montreal, além dos grandes parques, como Mont-Royal e Angrignon, é comum ter pequenos parques espalhados pelos bairros. Lembro de ter passado por um em Westmont, mas basta olhar os "quarteirões verdes" no Google Maps. Em Ottawa tem uma espécie de parque margeando o Canal de Rideau. Em Ville de Québec há o Battlefield Park.
Em São Paulo temos vários bons parques mas acho que são dispersos e poucos, proporcionalmente à população. Outro problema é chegar neles. Nenhum dos grandes parques é acessível por metrô. Normalmente são difíceis de estacionar e/ou há flanelinhas pedindo "para olhar" seu carro. Quando se estaciona fora do parque e não há flanelinha, corre-se o risco de roubarem seu som, ou seu carro. No Ibirapuera, o estacionamento passou a ser cobrado pois estava muito difícil de achar uma vaga (lógica contestável).
Além de tudo, há aquela cadela chamada Trânsito. Gastar 1:30 de condução ou 0:45 de carro para chegar em um parque desanima qualquer um. Enquanto em Ville de Québec as pessoas saem do trabalho às 17:00 e às 17:30 estão em algum lugar fazendo outra coisa, em São Paulo elas estão até as 19:00 no congestionamento.
Quanto à segurança, acho que alguns parques são seguros nos horários de maior movimento. Muitos parques públicos tem dezenas de seguranças ou policiais vigiando. Mas há também exemplos como o Parque Ecológico do Tietê, onde eu nunca correria sozinha se fosse mulher. Mas a Vida está certa: O problema não são os parques, mas a sociedade violenta em que vivemos.
Em Montreal, além dos grandes parques, como Mont-Royal e Angrignon, é comum ter pequenos parques espalhados pelos bairros. Lembro de ter passado por um em Westmont, mas basta olhar os "quarteirões verdes" no Google Maps. Em Ottawa tem uma espécie de parque margeando o Canal de Rideau. Em Ville de Québec há o Battlefield Park.
Em São Paulo temos vários bons parques mas acho que são dispersos e poucos, proporcionalmente à população. Outro problema é chegar neles. Nenhum dos grandes parques é acessível por metrô. Normalmente são difíceis de estacionar e/ou há flanelinhas pedindo "para olhar" seu carro. Quando se estaciona fora do parque e não há flanelinha, corre-se o risco de roubarem seu som, ou seu carro. No Ibirapuera, o estacionamento passou a ser cobrado pois estava muito difícil de achar uma vaga (lógica contestável).
Além de tudo, há aquela cadela chamada Trânsito. Gastar 1:30 de condução ou 0:45 de carro para chegar em um parque desanima qualquer um. Enquanto em Ville de Québec as pessoas saem do trabalho às 17:00 e às 17:30 estão em algum lugar fazendo outra coisa, em São Paulo elas estão até as 19:00 no congestionamento.
Quanto à segurança, acho que alguns parques são seguros nos horários de maior movimento. Muitos parques públicos tem dezenas de seguranças ou policiais vigiando. Mas há também exemplos como o Parque Ecológico do Tietê, onde eu nunca correria sozinha se fosse mulher. Mas a Vida está certa: O problema não são os parques, mas a sociedade violenta em que vivemos.
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