O processo foi rápido (meia hora) e fui para o ponto final do ônibus. Depois de amargar uns 10 ou 15 minutos de fila ao sol, começamos a entrar no ônibus. Não achei o tempo excessivo pois tinha perdido o ônibus anterior um pouco antes de chegar ao ponto. Eram cerca de 9:00 de quinta-feira.
O fato que achei curioso foi que o cobrador não estava no ônibus. Para quem não sabe, aqui em São Paulo é possível ter um cartão (Bilhete único) com créditos em reais que é passado em um leitor junto à catraca liberando a mesma. As pessoas passaram seus cartões e foram se acomodando. Comentei o fato com a senhora sentada ao meu lado, passageira costumaz, e ela me disse que 90% das pessoas usam o cartão. O cobrador só entrou no ônibus quando este ia sair e não havia ninguém esperando para pagar em dinheiro. Normalmente eu volto para casa de ônibus e, pensando no assunto, vejo que é raro alguém pagar em dinheiro.
Será que não alcançamos a maturidade para não termos mais cobradores de ônibus? Nos ônibus que andei em Toronto, Montreal, Ville de Québec e Paris não existe mais este cargo. Usa-se alguma forma de pagamento eletrônico ou "tarifa exata" e, pelo o que lembro, não existem catracas.
Hoje já existem linhas especiais e intermunicipais (como as da Viação Urubupungá para Alphaville) que não tem cobrador. Então é possível e já existe.
Pode-se questionar os impactos negativos da retirada dos cobradores: O embarque pode ficar mais lento, é um trabalho a mais para o motorista, milhares de cobradores ficariam desempregados, etc.
Por outro lado, é justo a sociedade pagar por pessoas que trabalham mas quase não produzem?